Inconstante, super conversadeira, cheia de manias, fresca, chata, quase anti-social. Ás vezes tímida, ás vezes louca, ou não. Não gosto de me sentir sufocada. Tenho nojo de falsidade ou qualquer coisa desse tipo. Tenho fases que nem a lua, ás vezes nem eu mesma me entendo. Hoje, quero muito. Amanhã? Talvez. Não do trabalho. Ás vezes sensível, ás vezes fria. Defeitos? Muitos. Mas acredito que minhas qualidades superam esses defeitos. Achava que esse meu jeitinho me incomodava, mas agora vejo que é isso que eu sou, de verdade, é minha essência, meu caráter e quer saber? Eu adoro ser assim. |
“Eu nunca fui tão bom assim. Nunca liguei muito pra minha lição de casa que ficava na mochila, pra louça suja jogada na pia, pro prato sujo que deixei em cima da mesa depois de comer. Nunca liguei muito pra você me pedindo pra sair do computador, já me irritei quando você ficou atrás de mim tentando ver o que eu estava fazendo e já pedi pra você sair de perto. Já desviei dos seus abraços, já recusei um beijo teu. Te ignorei, demorei pra ir comer a janta e te deixei irritada com isso. Reclamei da sua comida, mesmo você tendo feito com todo carinho e dedicação pra mim. Nem sempre tive o melhor comportamento e as melhores notas na escola e já disse que por mim eu não faria nada da vida. Fico trancado o dia todo no meu quarto, quase não te dou atenção, quase não te dou bom dia, boa tarde ou boa noite. Fico na minha como se meu mundo fosse eu e mais eu, como se você não estivesse ali tentando cuidar de mim. Me desculpa? Me desculpa por ser assim? É o meu jeito rebelde de amar. A cada grosseria minha, talvez seja meu coração gritando “Eu te amo, mas sou rebelde demais pra demonstrar isso”. Me desculpa? Por ter te deixado falando sozinha, por não ter sido um filho tão bom assim. Por amar desse meu jeito todo tolo, mesmo sabendo que se você morrer hoje, amanhã eu vou querer voltar atrás só pra recorrer a cada abraço que eu fugi, cada beijo que eu recusei. Mesmo sabendo que isso te machuca. Mas é o meu jeito. Me perdoa. E obrigado? Obrigado por não desistir de mim, mesmo eu sendo assim tão… eu. Eu te amo, mãe. Por mais que eu não saiba como demonstrar isso.”
Já escrevi seu nome no final do meu caderno, já sonhei com você… ao ponto de não querer mais acordar.Já imaginei nós dois juntos em uma casa… quer dizer, a nossa casa. Já passei noites em claro imaginando, fazendo planos pra nós dois… parece exagero né, eu sei…mas o amor é assim… um exagero de sentimentos… (quase-heroi)